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CATV O que é e como surgiu
CATV
CATV ou Televisão por cabo
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Televisão a cabo ou televisão de antena comunitária (respectivamente Cable Television, ou Community Antenna Television em inglês, CATV) é um sistema de distribuição de conteúdos audiovisuais de televisão, de rádio FM e de outros serviços para consumidores através de cabos coaxiais fixos, ao invés do tradicional e antigo sistema de transmissão via antenas de rádio (televisão aberta). Espalhou-se por vários países, principalmente através dos serviços de televisão por assinatura. Tecnicamente, a televisão por cabo envolve a distribuição de um número de canais de televisão coletados em um local central (conhecido como headend em inglês) para assinantes dentro de uma comunidade através de uma rede de fibra óptica e/ou cabos coaxiais e amplificadores de banda larga. No caso da transmissão de rádio, o uso de diferentes freqüências permite que muitos canais sejam distribuídos através do mesmo cabo, sem fios separados para cada um. O sintonizador da TV, o vídeo cassete ou o rádio seleciona um canal de seu sinal misturado. O mesmo programa é freqüentemente veiculado simultaneamente por rádio e distribuído por cabo, geralmente em freqüências diferentes. Outros programas podem ser distribuídos por cabo apenas; regras restringindo conteúdo (como pornografia) praticamente inexistem em televisão a cabo. História da televisão a cabo e sua regulação Durante o congelamento de concessões televisivas nos EUA no fim dos anos 40, a demanda por televisão aumentou. Já que novas licenças para canais de televisão não estavam sendo concedidas, a única maneira de fornecer o acesso a televisão a todos foi através da Televisão de Antena Comunitária . Maior banda está disponível do que na televisão aberta, então há de 10 a 20 vezes mais canais. A televisão a cabo impõe uma taxa pelos serviços, dependendo no número e qualidade dos canais disponíveis. Isto tem um lado positivo, já que o número de comerciais é nulo ou com duração muito menor do que em televisão aberta, que representam cerca de 25% da programação só nos EUA. Codificando sinais e tendo equipamentos de(s)codificadores nas casas também permite canais de acesso condicionado (conhecidos como à la carte) e serviços de pay-per-view.
Em Portugal, a lei é um pouco mais severa quanto aos conteúdos: só se poderão apresentar conteúdos adultos, linguagem forte e publicidade directa a bebidas alcoólicas entre as 22h e as 6h; no caso de canais especificos para adultos, só poderão ser vistos com equipamentos de(s)codificadores e as empresas de CATV têm de garantir, a pedido do cliente, que o canal não poderá ser visto fora daquele horário, ou, em alternativa, poderá ser aberto, cumprindo as regras dos canais abertos, só que não se poderá ver a emissão fora do horário especificado por lei. Começando no fim dos anos 90, avanços na tecnologia de compressão de sinal digital fizeram com que houvesse um crescimento e maior implementação de serviços de televisão a cabo digital. Cabo digital oferece muito mais canais de televisão sobre a mesma banda disponível, geralmente por um preço de assinatura mais alto. O lado ruim da compressão digital é sua tendência de diminuir (embora muito pouco) a qualidade da imagem.
O cabo digital foi implantado no final de 2004 no Brasil pela NET. De uns tempos pra cá, surgiram as pequenas e médias redes tvs a cabo, principalmente no Rio de Janeiro. Estas redes são operadas em comunidades, a qual, por seu relevo (na maioria dos casos) o sinal de televisão é precário. Muitas destas "operadoras" informais, sofrem constantemente o reflexo do Brasil burocrático. Por não ter legislação que contribua para o funcionamento de pequenas redes de tv a cabo, estes operadores informais operam como "antena coletiva", possibilitando assim o acesso aos canais abertos com o mínimo de qualidade. Normalmente hoje é comum encontrar estas pequenas operadoras em comunidades, bairros e até cidades, onde as grandes operadoras não chegam ou não acham economicamente viavel.
